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Sunlovers
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Lunático
Bailarina negra festeja 1° sapatilha na cor da sua pele! - 7 meses atrás


"Pelos últimos 11 anos, eu sempre pintei a minha sapatilha. E finalmente não vou ter mais que fazer isso! FINALMENTE! É uma sensação de dever cumprido, de revolução feita, viva a diversidade no mundo da dança. E que avanço, viu? Demorou mas chegou!".

Isso foi dito pela bailarina carioca Ingrid Silva, hoje um dos nomes mais representativos do balé clássico e há 10 anos faz parte da companhia Dance Theater of Harlem, de Nova Iorque.

"Foi chegando no Dance Theater of Harlem que eu me dei conta que a companhia tinha mais diversidade do que no país de onde eu vinha. Eu nunca sofri nenhum preconceito verbal morando no Brasil, mas através de olhares a gente sabe. A dança (balé) é muito elitista e não tem tantos bailarinos negros. Mas quando eu cheguei aqui, eu me senti acolhida e aí que eu percebi a diferença: por que no meu país não tinha diversidade nas salas e aqui tinha mais?", contou Ingrid às dibradoras.

A companhia de dança norte-americana foi fundada em 1969 por Arthur Mitchell, o primeiro bailarino negro do New York City Ballet. A proposta do DTH é ser multirracial e que defende, acima de tudo, a inclusão. Entre seus integrantes, há bailarinos do mundo todo. E quando passou a dançar pelo DTH em 2008, Ingrid precisou seguir um padrão de vestuário para se apresentar nos palcos. A técnica – criada pelo próprio Arthur Mitchell – consiste em fazer com que as bailarinas vistam roupas que imitem e, acima de tudo respeitem, a linha contínua de seus corpos. Por conta disso, Ingrid não deveria vestir meia-calça e sapatilhas cor-de-rosa, mas sim usar meias e sapatilhas que seguissem a cor de sua pele. "Eu só segui esse padrão da cor da sapatilha e da meia da cor da pele quando eu vim pro Dance Theater of Harlem. O Arthur criou esse look pra companhia, fazendo a meia e a sapatilha combinarem com a cor de nossa pele. Quando eu morava no Brasil, nem sabia que isso existia. Então, isso nunca foi o problema. O ponto era ter uma uniformização do corpo", explicou Ingrid. E como fazer para encontrar sapatilhas com outra cor, a não ser o rosa clássico ou o branco?



Ela explicou que usava uma lata de tinta no valor de 16 dólares e pintava manualmente suas sapatilhas, levando horas de dedicação.

Filha de uma empregada doméstica e de um funcionário aposentado da Força Aérea Brasileira, Ingrid descobriu o balé aos 8 anos, quando participou de uma audição na Vila Olímpica da Mangueira para tentar uma vaga no "Dançando Para Não Dançar", projeto social que leva aulas de balé há mais de dez anos para comunidades carentes do Rio de Janeiro.

"Desde pequena, perto de três anos, sempre fiz natação, competia, ganhava medalhas. Então, esse meu lado no esporte sempre foi muito forte. Também fiz ginástica e futebol. Gosto muito de futebol, não torço para nenhum time, mas acho que é muito importante ter mulheres no esporte e ocupando esses espaços onde só é visto por homens", revelou.

Depois de passar no teste do projeto social, ela começou a dançar e nunca mais parou. Aos 12 anos fez parte da Escola de Dança Maria Olenewa do Theatro Municipal e percebeu que nas principais companhias praticamente só havia bailarinos brancos. Ainda assim, ela resistiu.

Passou também pela escola de Deborah Colker, estagiou no Grupo Corpo, em Belo Horizonte e entrou para o Dance Theater of Harlem ao produzir um vídeo para uma audição que dava ao vencedor o direito de fazer curso de férias na companhia. Entre as mais de 200 participantes, Ingrid foi uma das escolhidas e passou um mês em Nova Iorque. Logo depois, ela foi convidada, aos 19 anos, para se tornar bailarina da companhia e é lá que vive desde então.

"Eu só segui um padrão (para dançar), mas eu venho falando sobre isso por meio do meu ativismo há anos e várias outras bailarinas também. Eu entrei em contato com a marca (das sapatilhas), a gente vem conversando há dois anos, mas em fevereiro deste ano foi firmado que eles procurariam a seda da cor da minha pele. Então, foi customizada especialmente pra mim através da marca", contou.

Ao lado de uma amiga, Ingrid comanda também uma plataforma colaborativa chamada EmpowHer New York que foi criada para dar voz às mulheres reais e suas questões. No perfil, elas mostram a rotina de diferentes personagens inspiradoras, sempre com o intuito de conectar e ajudar pessoas.

"Minha maior conquista foi ser quem eu sou. Uma história rara de uma menina que saiu de uma comunidade e conseguiu chegar onde eu cheguei e com a voz que eu tenho que é muito forte globalmente. Ter e dar voz aos futuros bailarinos negros que estão aí hoje em dia é minha maior conquista", revelou.

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Tatzzz
586 comentários
Espaçonauta
Resposta para Bailarina negra festeja 1° sapatilha na ... - 7 meses atrás
aa, rainha, ameii
Quero dormir
-Amanhecer-
2678 comentários
Explorador de Galáxias
Resposta para Bailarina negra festeja 1° sapatilha na ... - 7 meses atrás
Que perfeita, e bem interessante, pq eu não sabia que a sapatilha era meio pra representar o pé mesmo, curioso

Looking for u but...
Sunlovers
425 comentários
Lunático
Resposta para Bailarina negra festeja 1° sapatilha na ... - 7 meses atrás
As pessoas tem que entender que não é só as sapatilhas que não estão na cor de mulheres negras. E se não acredita vão procurar quantos tons de base para negras existem. Não é fácil conseguir coisas tão simples e acessíveis para brancos. Se negros consideram racismo é racismo e pronto. Só cabe a gente a minimizar a desigualdade, até em coisas "pequenas" como uma sapatilha de balé. Ingrid é uma artista incrível que inspira uma geração de meninas. É disse que o mundo precisa.

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ErickFantii
1251 comentários
Cadete
Resposta para Bailarina negra festeja 1° sapatilha na ... - 7 meses atrás
Muito interessante, fico feliz por ela! Uma história de superação e força de vontade, olha onde ela chegou. E sobre isso das sapatilhas, eu nunca tinha me tocado tambem que a intenção era representar os pés ou algo do tipo, essa é uma vitória e tanto para ela e todos que passam(vam) por esse problema.
Twitter: @ErickFHB

Administrador de Conteúdo

heectorjr
1038 comentários
Cadete
Resposta para Bailarina negra festeja 1° sapatilha na ... - 7 meses atrás
que coisa linda! puta merda.
!!!-Chris-!!!
247 comentários
Patrulheiro
Resposta para Bailarina negra festeja 1° sapatilha na ... - 7 meses atrás
Não sabia que tinha a ver com a cor da pele, falta o resto da roupa
Tatzzz
586 comentários
Espaçonauta
Resposta para Bailarina negra festeja 1° sapatilha na ... - 7 meses atrás
Citação: ErickFantii escreveu
Muito interessante, fico feliz por ela! Uma história de superação e força de vontade, olha onde ela chegou. E sobre isso das sapatilhas, eu nunca tinha me tocado tambem que a intenção era representar os pés ou algo do tipo, essa é uma vitória e tanto para ela e todos que passam(vam) por esse problema.

neh! adorava ter estado la para ver a felicidade dela
Quero dormir
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